ENTREVISTA – ELISABETE FERRETTI
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ENTREVISTA – ELISABETE FERRETTI

Vera Stefanov

 

Nesta entrevista para o Boletim do SinBiesp, “Bete”, como é chamada, relata sua experiência como profissional no país do Tio Sam e fala das diferenças entre ser um bibliotecário no Brasil e nos Estados Unidos.

 

Boletim do SinBiesp - Você se formou bibliotecária no Brasil. Chegou a atuar aqui por quanto tempo e em quais lugares?
Bete Ferretti
– Me formei em 1980 pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. À época trabalhava como documentalista no Instituto de Pesquisas Tecnológicas, portanto não atuei na profissão. No ano em que me formei era para ser promovida a bibliotecária, mas tive que ir para os Estados Unidos.

Boletim do SinBiesp - Você atua na profissão nos EUA?
Bete Ferretti
- Sim, sou bibliotecária há 18 anos. Fiz o mestrado de Biblioteconomia e Ciência da Informação na Pratt Institute, em Nova York, e me formei em 1983. Atualmente sou diretora da Biblioteca da Universidade do New York Institute of Technology, localizado na Broadway, na cidade de Nova York, Manhattan, perto do Lincoln Center for the Performing Arts e do Central Park (www.nyit.edu).

Boletim do SinBiesp - Como está sendo a sua experiência como profissional nos EUA?
Bete Ferretti
– É uma experiência muito rica e fascinante. Isso me ajuda a crescer na área pessoal e profissional. Mas, existem muitos desafios administrativos e tecnológicos, entre outros. Sempre tenho que me esforçar muito mais do que as minhas colegas americanas pelo fato de ser brasileira.

Boletim do SinBiesp - Quais são as diferenças entre o Brasil e os EUA no segmento?
Bete Ferretti
- Existem várias diferenças. Posso dar alguns exemplos: para atuar como bibliotecária aqui nos EUA é necessário ter o mestrado em Biblioteconomia e Ciência da Informação. A biblioteca e a educação estão ligadas e o investimento na educação é prioridade do governo. As coleções das bibliotecas são muito ricas e existem bibliotecas públicas em grande quantidade, as quais recebem apoio financeiro do governo e também de outras fontes. É fascinante o investimento que o governo faz na educação e os preços dos livros, muito acessíveis. Outra diferença está na preservação da história dos Estados Unidos, muito importante para os americanos. Isso também ajuda a criar muitos arquivos, centros de documentação e bibliotecas.

Boletim do SinBiesp - Quais os entraves que uma brasileira enfrenta num país estrangeiro neste setor?
Bete Ferretti
- Os obstáculos são muitos. O profissional deve dominar a língua; ter o mestrado reconhecido pela American Library Association – ALA - o mestrado do Brasil não é reconhecido aqui –; ter conhecimento da cultura americana; e visto para trabalho. No meu caso, por exemplo, esperei 12 anos para poder começar a trabalhar em bibliotecas, mesmo com o mestrado em Biblioteconomia dos Estados Unidos, porque eu não tinha o visto de trabalho. Enquanto isso trabalhei em contabilidade e exportação para empresas brasileiras aqui em Nova York enquanto estudava, e também, depois de formada, para sobreviver. Somente quando consegui o green card comecei a trabalhar em biblioteca pública no Brooklyn, Nova York.

Boletim do SinBiesp - A profissão passa por mudanças significativas e novas aplicações. Como você vê isso?
Bete Ferretti
- As mudanças são fascinantes e vejo muitos desafios. As novas tecnologias são sempre bem vindas, principalmente porque ela permite acesso global às pessoas que jamais teriam acesso à informação se não existisse a internet. A instituição, incentiva que me recicle, participo da maioria de eventos, que os assuntos sejam interessantes, workshops, seminários e conferências para poder acompanhar e implementar novas ideias. Acabei de participar do workshop ”A Biblioteca do Futuro: física e virtual”. Em dezembro, participarei do simpósio ”O bibliotecário global: informação sem barreiras”. Sei que ainda existe resistência às mudanças por parte de alguns bibliotecários, mas acho muito importante sermos flexíveis e nos adaptarmos às mudanças se quisermos sobreviver na profissão.

Boletim do SinBiesp - Quais são as perspectivas profissionais nos Estados Unidos?
Bete Ferretti
- São boas para quem está se formando e para quem têm experiência com as novas tecnologias, mas com a atual recessão econômica não existem muitas vagas. Os cargos e os papéis dos bibliotecários estão mudando. Por exemplo, em minha biblioteca estamos criando uma vaga para “Bibliotecário Virtual”. O bibliotecário está se tornando um especialista na área da competência da informação. Neste momento de transformação dos meios de comunicação, faladas e escritas, com a chegada da “era digital", o papel do bibliotecário também está se transformando e se faz necessário acompanhar essas mudanças de forma natural para que se possa preservar a profissão.

 

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